(bom, o tom emo deste post não é da responsabilidade da consciência da autora. A consciência da autora espera até que este post seja o epílogo de uma já longa fase emo que se abateu sobre a autora. Aos meus dois leitores deixo, em consciência, as minhas sinceras desculpas)
Já várias vezes me ocorreu que a felicidade é um sentimento que faz mais sentido em retrospectiva do que no presente. É daquelas coisas de que não temos muita consciência. Podemos estar eufóricos umas horas, em êxtase uns momentos, mas a felicidade precisa de tempo para ser percebida.
Por isso, é com assombro que tenho reparado na minha recente consciência de daqui a uns anos vou olhar para mim, aqui, e vou dizer: “bons tempos”. Mesmo que tenha dias em que me apetece cortar os pulsos e degolar pessoas, mesmo que vá tendo frustrações, mesmo que ache a cada instante que podia na verdade viver mais do que vivo.
Esta consciência é um assombro. Um assombro e uma sorte.
Que, creio, é passageira.