Política

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As coisas não estão bem. A troika, Governo, o Presidente, desemprego, enfim..bom… pois… sim… temos de mudar e tal. Mas o que realmente me anda a chatear são as políticas alfandegárias e taxas aduaneiras.

Essas grandessíssimas empata-fodas, grande obstáculo ao intenso prazer que advém do acto de comprar online.

(imagens tiradas daqui, daqui e daqui)

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As Palavras dos Outros

Os Velvet Underground tocavam Who Loves The Sun, numa ironia do iPod, no instante exacto em que parou em frente ao jazigo da família. Não tinha chave, nem lhe tinha ocorrido pedi-la. Ninguém pede uma chave para falar com quem já morreu. Mas esta certeza deixava de o ser enquanto contemplava a porta de ferro castanha. Não ia falar com uma porta. Não podia esperar da porta uma resposta mais assertiva da que receberia dos que eternamente dormiam lá dentro. Suspirou. Talvez fosse mesmo um disparate. Os Velvet continuaram com Sweet Jane. Perguntou-se se ela gostava desta música e soube que nunca ia saber a resposta. Talvez. Se não ia saber uma coisa tão simples, como podia esperar uma resposta para qualquer outra questão. Olhou para a porta e pensou nos que ali habitavam. Não tinha conhecido ninguém, excepto, claro, aquela com quem vinha falar. Sentia que conhecia o Avô, mas sabia que as palavras de outros são sempre insuficientes para nos apresentarem alguém.

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Electrocardiograma

Não há pior do que a raiva que não posso extravasar. Acho que se pode morrer disso.

A mim deixa-me corada, com os calores e a vontade de fisicamente magoar alguém, devagarinho, até à morte. Mas às vezes temos mesmo de calar. Então tento canalizar essa avalanche de energia que me congela o sangue na Aorta para fazer qualquer coisa boa, debitar uma ou outra palavra apaziguadora e fazer qualquer coisa que amenize a estupidez na origem de tudo.

Se isto não é ser zen, não percebo o hype do budismo. Se isto é ser zen, gostava de saber como é que aquela gente trata das coronárias.

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Downton Abbey

Finalmente o post que há tanto esperava! E quero tudo. T-U-D-O. Desde Março, altura em que descobri Downton Abbey que sonho com brisk walking em alamedas rodeadas de árvores bem arranjadas (porque é que em inglês do século XIX, um passeio nunca é um passeio, mas um brisk walking?. Podia viver de brisk walking em pequenas povoações victorianas), chás das cinco, vestidos bordados e luvas compridas, escadarias de pedra, exércitos de empregados de camisas brancas muito bem engomadas. A história, o guarda-roupa (oh meu deus, o guarda roupa), os cenários (oh meu deus, aquela biblioteca) e, bom, o Matthew… tudo me conquistou como há muito uma série não me conquistava.

E agora isto. Quero travessas para o cabelo, espelhos em talha dourada, chandeliers (bom, isto já queria, porque acho que ficam a matar na minha cozinha), frasquinhos de vidro (ahem… já tenho uns quantos) Quero tudo. T-U-D-O.

Oh, boy. Pornografia pura para os meus delicados olhos.

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Constatação

Ao fim de duas semanas de fanhosice constato que sou uma pessoa a quem se lhe entalam os espirros.

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Kind of perfect for today

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Consciência

(bom, o tom emo deste post não é da responsabilidade da consciência da autora. A consciência da autora espera até que este post seja o epílogo de uma já longa fase emo que se abateu sobre a autora. Aos meus dois leitores deixo, em consciência, as minhas sinceras desculpas)

Já várias vezes me ocorreu que a felicidade é um sentimento que faz mais sentido em retrospectiva do que no presente. É daquelas coisas de que não temos muita consciência. Podemos estar eufóricos umas horas, em êxtase uns momentos, mas a felicidade precisa de tempo para ser percebida.

Por isso, é com assombro que tenho reparado na minha recente consciência de daqui a uns anos vou olhar para mim, aqui, e vou dizer: “bons tempos”. Mesmo que tenha dias em que me apetece cortar os pulsos e degolar pessoas, mesmo que vá tendo frustrações, mesmo que ache a cada instante que podia na verdade viver mais do que vivo.

Esta consciência é um assombro. Um assombro e uma sorte.

Que, creio, é passageira.

 

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